quinta-feira, 23 de junho de 2011

MOP - 9 de Julho 2011


6ª marcha do orgulho LGBT no Porto
9 de Julho de 2011

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Agentes da PSP condenados por agressão a cidadão de etnia cigana

Em Junho de 2007, um cidadão de etnia cigana dirigiu-se à esquadra da PSP nas Antas, cidade do Porto, apenas para obter informações sobre uma familiar que havia sido detida, sem razão aparente, numa rusga no bairro do Lagarteiro onde reside.

Em vez das informações que desejava, o cidadão em causa foi brutalmente espancado na esquadra, tendo sido necessário o seu transporte ao Hospital para receber cuidados de saúde.

O caso foi prontamente denunciado pelo SOS Racismo e, volvidos 4 anos, os dois agentes que agrediram o cidadão em causa, foram condenados pela prática de um crime de ofensas à integridade física qualificada, na pena de 20 meses de prisão, suspensa por 20 meses.

O SOS Racismo congratula-se pelo facto de a justiça ter sido feita e espera que o mesmo venha a acontecer noutras situações, de modo a que o preconceito, o racismo e a xenofobia não venham a sobrepor-se, como tantas vezes acontece, aos direitos mais elementares de todos os cidadãos.

Esperamos que os responsáveis pelas forças policiais tenham em conta, na formação d@s seus agentes, a educação pelos direitos humanos e o respeito pela dignidade humana, para que situações destas desapareçam de uma vez por todas das esquadras e da actuação das forças de segurança.





segunda-feira, 21 de março de 2011

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Os novos eugenismos

De que falam Cameron, Merkel ou Sarkozy, quando denunciam um suposto falhanço do “multiculturalismo”? O que pretendem alcançar com debates sobre integridade e pertença cultural?



O discurso repete-se nos últimos anos e o Reino Unido segue-se à França, na demanda em busca do “ser” britânico.



Não nos deixemos perder nestes mansos meandros: o que se pretende é apurar uma espécie de eugenismo identitário, com o claro objectivo de incluir socialmente aqueles que patenteiam certas características (para fugirem às fenotípicas, chamam-lhe agora “culturais”…) e excluir os que delas não padecem, sobretudo os imigrantes.



É preciso desmascarar e chamar a besta pelo seu nome: este recurso atávico e provinciano mais não é do que uma forma violenta e perigosa de racismo, com objectivos claros de demarcar relações de poder e de exclusão, servindo de peneira para tapar o fracasso de modelos económico-financeiros e proteger, assim, a “santa austeridade”.



É altura de dizermos: BASTA!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Jogos Interculturais e Cooperativos

(85 Páginas, 2008, 10 €)

A publicação "jogos interculturais e cooperativos" é o resultado da pesquisa e aplicação de um conjunto de estratégias de carácter lúdico, em ambiente escolar, educativo ou formativo, tendo como finalidades a inserção de crianças e jovens oriundos de grupos culturais minioritários e a educação intercultural, constituindo um instrumento didáctico para educadores/formadores.


Sabemos hoje que o jogo liberta os afectos, estimula a cooperação e a imaginação, demonstrando-se como um importante instrumento no aprofundamento das relações interpessoais, criando uma atmosfera favorável à construção de uma relação social positiva, favorecendo a criação de um ambiente de respeito recíproco, gerando comportamentos de solidariedade e anulando quaiquer relações de poder.


Através dos vários jogos apresentados nesta publicação, visamos desenvolver nos particpantes a capacidade de se colocarem na posição do outro, compreendendo o seu ponto de vista, as suas preocupações, as suas expectativas, as suas necessidades e a sua realidade.


Por esta razão, enfatizamos as estratégias cooperativas: não há vencedores, nem vencidos, todos participam, ninguém é excluído.


Ao educador/formador, cabe a importante tarefa de conduzir os seus formandos na descoberta, reconhecendo a importância da experiência lúdica no desenvolvimento interpessoal e sublinhando o valor educativo que os jogos cooperativos possuem, bem como o seu papel no desenvolvimento e estruturação da personalidade.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

terça-feira, 30 de novembro de 2010

domingo, 6 de junho de 2010

5 de Junho - Dia Global para Romper o Bloqueio de Israel


Respondendo a um apelo global de solidariedade com Gaza, estiveram várias associações concentradas em frente aos jardins de Serralves.

Juntaram-se à concentração cerca de 50 pessoas ao longo da tarde, que distribuíram panfletos, conversaram, marcando assim um protesto contra a infâmia cometida diariamente pelo governo de Israel.

As pessoas que visitaram Serralves não ficaram indiferentes ao número de activistas solidári@s que marcaram presença nesta tarde. Juntaram-se pessoas da comunidade do Magreb no Porto que partilham da mesma preocupação humanitária com o povo da faixa de Gaza.

Abaixo publicamos o texto conjunto das associações assinantes.


PELO FIM DO BLOQUEIO A GAZA
A solidariedade com a população de Gaza está hoje nas ruas em centenas de cidades de todo o mundo, numa acção global para travar o bloqueio e a impunidade dos crimes contra os direitos humanos.
Condenamos o bloqueio imposto à população da Faixa de Gaza de há 3 anos para cá, alegadamente por motivos de segurança, na realidade causando e agravando a cada dia a situação de extrema carência daquela população.
O recente ataque em águas internacionais à flotilha “Gaza Livre” pelo exército israelita, causando pelo menos 9 mortos e vários feridos entre os activistas que traziam ajuda humanitária à população da Faixa de Gaza, representa mais uma violação inaceitável das convenções internacionais e dos direitos humanos. a começar pelo direito à vida d@s habitantes da Faixa de Gaza e d@s que @s tentam auxiliar. Não pode passar impune. Não podemos ficar indiferentes.
A ajuda humanitária é cada vez mais urgente para a sobrevivência da população de Gaza, reduzida por força do bloqueio económico e territorial à dependência quase total do auxílio externo. Com cerca de 1.5 milhões de pessoas a Faixa de Gaza é a área do mundo mais densamente povoada onde 8 em cada 10 palestinianos vive abaixo do limiar da pobreza.
Defendemos o fim das violações repetidas às convenções internacionais, aos acordos firmados, às resoluções das Nações Unidas por parte do Estado de Israel e o fim da insuportável negação diária dos mais básicos direitos humanos. Mas também queremos que termine a indiferença – quando não a conivência – da comunidade internacional, que as condena por palavras, mas aceita pela sua não-intervenção.
Contra o esquecimento, pelo fim do bloqueio de Gaza.
Subscrevem: APRE, Casa Viva, CNT-Porto, Comité de Solidariedade com a Palestina, Associação ESSALAM, FERVE, GAIA, Movimento Popular de Desempregados e Precários, Movimento de Solidariedade com a Palestina, PAGAN, Panteras Rosa, SOS Racismo, UMAR.



terça-feira, 1 de junho de 2010

Conferência sobre Educação Intercultural e Encontro de Mediadores ROM


No âmbito do projecto “VALEUR - Vivre la diversité dans le respect mutuel en Europe”, promovido pela Comissão Europeia, convidamos tod@as a assistirem, nos próximos dias 11 e 12 de Junho de 2010, no auditório da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, a duas Conferências sobre Educação Intercultural, ao 1º Encontro de Mediadores Rom e à apresentação dos trabalhos realizados pelos alunos envolvidos no projecto.

O projecto VALEUR integrou vários alunos e professores de Espanha, Itália e Portugal; em Portugal, o projecto foi desenvolvido pelo Movimento SOS Racismo, pela AGIR – Associação para a Investigação e Desenvolvimento Sociocultural e pela Interculturalidade – Associação de Professores e contou com a participação de alunos e professores dos seguintes estabelecimentos de ensino:

- Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto;

- Instituto Superior da Maia;

- Escola Básica Integrada da Apúlia;

- Escola Básica 2/3 António Correia de Oliveira (Esposende);

- Escola Profissional Centro de Estudos e Trabalho da Pedra;

- Escola Profissional Bento Jesus Caraça (Porto).

Neste contexto, os eventos dos próximos dias 11 e 12 de Junho de 2010 pretendem concretizar o esforço e trabalho desenvolvido durante o presente ano lectivo, para o que gostaríamos de contar com a presença de todos/as.